Quinta-feira, 14 de Julho de 2005

Sozinha.

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Vieste ao meu encontro e deixaste-me as tuas palavras.

Fortes e decididas encontraram no meu espírito a necessidade de uma resposta.

Na pergunta que me fizeste, apenas respondi que existiam momentos, sensações e situações que apenas se explicam de uma forma pessoal e directa, e por isso o tinha feito.

De novo me perguntas e de novo te respondo que as palavras que me escreveras foram importantes e caíram fundo.

Desde então uma curiosidade transformada em certeza de seres mais do que apenas um homem que sabia escrever fez-me aproximar de ti.

E nesse encontro longínquo e condicionado ambos reconhecemos a vontade que nos havia feito chegar um ao outro.

Transformar sonhos numa realidade palpável e muito desejada.

Descobrimos dores, e experiências comuns, segredos escondidos e revelados, sonhos e fantasias vividas e outras ainda à espera.

Foi tão fácil, como repentino, perceber que ocupavas cada momento do meu dia, cada espaço da minha noite!!!

Um dia perguntaste-me se eras o homem que eu queria amar, e respondi que não podia amar sem acreditar no sentimento.

Menti.

Sim podia amar-te e sim eras o homem por quem eu poderia voltar a acreditar.

E nessa mentira fui-me embora.

Voltava cada dia para te ler, sonhava cada instante em que desejava dizer-te “estou aqui”, e definhava a cada momento em que não lia nas tuas palavras a minha saudade.

Senti ciúmes de quem não conheci, e que te vi visitar.

E um dia escreves “Não achas que está na hora de voltares?”.

Voltei.

Apaixonei-me na lonjura que nos afastou sempre, na proximidade do nosso querer.

Dei-me, descobri-me, falei-te de sonhos, contei-te fantasias em que eras o meu protagonista, prometi-te o meu corpo.

Recebeste-me e retribuíste outro tanto, de tal forma que sonhei seres tu o homem que me levaria aquém e além-mar.

Então ouvi-te, e da tua voz recebi o som, a textura e o prazer de saber como me falarias, responderias às minhas questões ou simplesmente sussurrarias ao meu ouvido segredos só nossos.

Soube a quase nada, no entanto jamais esquecerei esses minutos, aquele minuto em que me disseste quem eras, em que as palavras se esconderam no meu peito e que à força arranquei para que me ouvisses também.

Hoje, um dia depois de me ter despedido de ti, de ter renunciado ao amor que tenho dentro de mim, já morro de saudades tuas, nossas e do que nunca vivemos.

Não estou orgulhosa de mim, sinto que mais uma vez me acobardei, mas não posso viver o que não é um direito para mim, vivendo assim os deveres que um dia aceitei, mesmo perdendo-me pelo caminho.

Não deixarei de sonhar esta é uma promessa que não vou quebrar!

Esta é a única promessa que te posso fazer, meu Amor!

Sozinha…









publicado por eu34 às 12:25
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