Sexta-feira, 22 de Julho de 2005

Anjo, minha Alma.

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Alice encontrou um homem que a faz feliz.

Quando o conheceu percebeu, ainda que sobressaltada, que seria um encontro audaz, e cheio de surpresas. Descobriu ainda que aquela alma existia na mesma dimensão que a sua.

Não era o homem de outrora, talvez nem se reconhecesse no homem que se tornara, mas vivia os sonhos.

Ao contrário dela própria que não sonhava, não acreditava, já nem pensava.

Talvez por isso aquele homem a tenha tocado, para além dos sentidos, para além dela mesma.

Ele, de um modo único, visita-a, faz-se notar, enleva-a nos sonhos que lhe proporciona.

Numa tentativa de se entregar ao homem que encontrou, Alice sonhou, desejou, praticou mil pecados de amor, e deu-lhos a conhecer.

Mil promessas se fizeram, carinhos confidenciados, desejos extravasados numa recordação do que nunca viveram. Juntos.

Ele cumpriu cada desejo, disposto a mais, querendo Alice.

Ela não cumpriu promessas, adiou desejos, e mais que tudo perdeu a sua alma. A dele e a dela, que juntas mil vezes fizeram amor, elevaram ao infinito os prazeres prometidos e saciados.

Os seus corpos afastados na vida.

Os seus sentidos nunca provados, nunca experimentados lutam dentro de Alice, espicaçando-a, fazendo-a querer, o desejo estimulando-a ao prazer de um amor sonhado.

Ele num silêncio de palavras escritas nada pode contra o medo que a arrebata, que a sufoca, intimidando-a ao ponto de a fazer desaparecer.

Alice sonha com a alma que veio ao seu encontro e que ela acolheu no seu peito.

Ele nada lhe pede, tudo lhe dá, mesmo não podendo, na distância da vida que vive e respeita.

Ela quer mais, quer tudo, sabendo que nunca o poderá ter, pela saudade de uma vida que sonhou e nunca viveu, pela realidade da vida que tem e nunca sonhou.

Alice desaparece sob o olhar triste do seu Anjo, da sua Alma.

publicado por eu34 às 11:28
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5 comentários:
De Anónimo a 22 de Julho de 2005 às 23:57
Pobre anjo abandonado, perdeu ele, perdeste tu, acho que estão ambos a perder. Sabes as suas asas estão fechadas, recusa-se voar enquanto não soprares para ele uma brisa fresca.alfa69
(http://daquidali.blogs.sapo.pt)
(mailto:aalmas@marbosserra.pt)
De Anónimo a 22 de Julho de 2005 às 23:33
Olá Eu33! Venho agradecer a visita no meu espaço e dizer-te que gostei bastante do conteúdo do teu Blog! Aparece sempre! Bom fim-se-semana e beijos...Carlos.Carlos Afonso
(http://carlosacafonso.blogs.sapo.pt)
(mailto:carlosacafonso@hotmail.com)
De Anónimo a 22 de Julho de 2005 às 18:03
No amor não é preciso cumprir promessas porque não é preciso fazer promessas!
*****************************************************************
Por onde anda a ruadobeco? Não anda, está muito sossegada, como sempre, num cantinho de uma aldeia quase “transmontana” a 30 quilómetros de Lisboa. Agora eu continuo a andar por aí, cada vez mais “pateta” a deixar endereços incompletos.
Aqui vai, então, correctamente, desta vez.
Bom fim de semana!
Jose S.
(http://ruadobeco.blogs.sapo.pt)
(mailto:jgjs2@sapo.pt)
De Anónimo a 22 de Julho de 2005 às 14:04
Querida Eu33
O eterno retorno faz-se numa espiral em que a nossa vida decorre. Nunca voltamos ao mesmo ponto exacto, mas mais acima (imaginando que a vida sobe), logo com outra dimensão, outra perspectiva e experiência, acumulando saberes e sentires, na procura do amor absoluto. Para dizer que a tua vida ainda tem mais voltas, que o teu anjo não desistiu de ti, e que a Alice vai encontrar mais espelhos. Tens um dom para escrever...
Um beijo
DanielDaniel Aladiah
(http://aladiah.blogspot.com)
(mailto:aladiah2005@hotmail.com)
De Anónimo a 22 de Julho de 2005 às 13:14
Adorei...Beijo...Patrícia
(http://www.osoldatuaalma.blogs.sapo.pt)
(mailto:crazyflower1703@hotmail.com)

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