Quinta-feira, 8 de Setembro de 2005

Frio.

Enquanto escrevo o vento frio, que entra pela janela, faz-me estremecer.

De frio.

De saudade também.

Do tempo que foi e que há-de vir

Do amor que vivi e não voltará.

Recordo, feliz, as horas em que amei e acreditei nesse amor.

Que não voltará.

Não existe e não acredito.

A palavra perdeu-se num último suspiro de prazer.

Num desejo louco, quente, irrespirável, mortal.

“Amo-te” – ouvi-te dizer uma única vez.

Não estavas comigo, nem enfrentavas o meu olhar apaixonado.

Tinhas-te ido embora.

E eu soube que nunca deveria ter-te amado.

“Nós” foi um sonho perdido na voragem dos sentidos.

Que experimentámos.

Que ainda hoje sobrevive.

Nos olhares que trocámos.

No toque que teimas fazer-me sentir.

Mas…

Já não acredito.

Em mim.

Em ti.

Em nada.

Em ninguém.

Levanto-me e fecho a janela.

Já não tenho frio.
publicado por eu34 às 12:17
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